terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quantas vidas tem um sonho? por Peu Ramos

peu_ramos@yahoo.com.br

Ele vivia cada minuto intensamente, era como se daqui a um segundo tudo ia se desintegrar, deixar de existir, tinha um sonho. Um não, vários. E se entregava por completo a todos eles, queria ser jogador de futebol profissional, seu pai o apoiou e até tentou alguns testes em clubes, mas logo seu sonho transformou-se em outro, passou agora a sonhar em ser um campeão de natação. Começou a nadar, disputar campeonatos e ganhou algumas medalhas. Na adolescência seu sonho já havia novamente mudado -assim do nada, passou a querer ser policial, bombeiro, médico, até mesmo piloto de avião.

Não é nada raro ver crianças e adolescentes tendo vários tipos de sonhos, mas na cabeça dele tudo de certa forma era realidade, tudo se transformava e tomava forma num piscar de olhos. Ele amava poder sonhar com a fama e o dinheiro, talvez não necessariamente nesta ordem, mas era tudo que ele queria ter. (Ou, ao menos pensava ser necessário para ser feliz).

Começou então a surgir os problemas; começou não, eles sempre existiram. Porem ele não os enxergava, não com os olhos que ele enxerga hoje. Seu mundo passou a se chamar trabalho e problemas, nada de fama ou dinheiro, muito menos felicidade...

Os amigos cada vez mais distantes e a vida cada dia mais dura, de qualquer forma não era o que ele escolheu ou sonhou. Queria muito mais, e assim partiu atrás de seus sonhos, atrás de sua vida. À sua maneira começou a fazer fortuna, começou a chamar atenção das mulheres com seus carrões importados. Adquiriu imóveis de luxo, juntou uma porção de “amigos” fieis e passava suas noites em festas, bancando sempre o magnata.

Assim ele sobreviveu e curtiu a vida da melhor e única maneira que ele conhecia: ostentando, gastando e se divertindo.

Mas, como todo magnata da periferia nunca chama atenção apenas das mulheres, neste caso não ia ser diferente. Logo policiais corruptos estavam no seu calcanhar, sugando-o como parasitas. Cada vez mais ele se afundando, em drogas e no seu próprio império.

Pobre garoto sem espírito, pobre garoto sonhador. Hoje vive trancado em uma cela com outros assassinos, matadores de aluguel, estelionatários e traficantes como ele. Pobre garoto sonhador, que de tanto sonhar hoje já nem dorme, pobre garoto sonhador que deixou de viver para fazer da sua vida um pesadelo...




o Manco - Plinio Marcos

postado por Dão Carvalho

O Manco era gamado em futebol. O único papo que ele sabia levar era a respeito de bola. Dispensava quás-quás-quás sobre mulher, fumo e os cambaus. Não queria nem saber. Se o assunto era bola, ai, sim, ele se ligava. E não dava colher de chá, queria saber mais do que todo mundo. Só que nunca tinha vez... era manco, e não podia bater na redonda... isso entornava o caldo. Dava apenas pra torcer, e na bronca. Quando o bate boca engrossava, sempre alguém saía pela tangente:
- Tu não entender bulhufas. Nunca foi de bola, é perneta. Só sabe cartear. De fora é mole, no campo é que se pode ver.
Aí o Manco se fechava em copas, se enrustia. Mas de cuca fundida, todo picado de raiva, a cachola só batendo num jeito de calar a boca da curriola que não botava fé nele. Matutava, matutava e sempre batia com a fuça na parede.
Entrava pra tudo quanto era diretoria de time de bairro, com a intenção de chegar a escalador de time. Mas não dava pedal: a negada só queria o Manco pra cobrar recibo. Ele costumava segurar as pontas como cobrador uns tempos e depois, aos poucos, ia se assanhando, metendo o bedelho na distribuição de camisa e tal e coisa e coisa e loisa. Logo estourava um salseiro, e era sempre o Manco que ia a escanteio.
Foi numa dessas que ele se tocou que só ia poder botar banca quando fosse o dono do time. Partiu pro pau. Devagar, nas encolhas, sem se abrir com ninguém.
Um dia o Manco apareceu com um jogo de camisas. A moçada desconfiou: o Manco sempre foi pé-de-chinélo, nunca teve grana; vivia mal paca, com um emprego mixuruca, salário mínimo e olhe lá. Sem dar pala, o Manco azucrinou o pessoal:
- Com essas camisas só joga cobra.
A negada xeretou, o Manco apareceu com um saco de chuteiras e meias; logo surgiram os calções. O pessoal gozou a fuça do bruto:
- Vai jogar sozinho? Camisa não ganha jogo....
O Manco tirava de letra. Encostava nos bons de bola, cochichava e deixava andar.
Não tardou, o Libertador estava sem centroavante, o Flor do Norte sem goleiro, o Beira-Mar sem ponta-esquerda, o Bacia sem seus trunfos, o Santos Dumont sem meio time. Então, o Manco chegou ao boteco onde o Santa Cruz tinha tabuleta e botou pra quebrar:
- Vamos lá, valer um caneco?
Em campo, o time do Manco entrutou o Santa Cruz: cinco a zero. E não parou mais, foi pegando os timões da várzea santista e dando pau. Aurora, Aquário, Praia, Vasquinho, Santa Cecilia fizeram fila e entraram no couro. Com um time que só tinha bolão, o Manco mostrando ser grande escalador, ganhou fama de cara que entendia. O time era uma seleção! Virou honra jogar contra o Manco e seus cupinchas; jogar no quadro dele era glória. Além do mais, tinha come-quieto. Tinha disso: o Manco pagava bicho de vitória. Com essas e outras, o timão ficou um ano invicto.
Um ano sem perder! Um ano inteirinho, jogando todo domingo, com sol ou chuva. Pra comemorar o feito, o Manco arranjou um festival. Enfeitou o campo com bandeirinhas, comprou uma pilha de taças e convidou todos os melhores times da várzea pra se pegarem. Pra prova de honra contra seu time, convidou o misto do Jabaquara.
Foi lenha. No dia do festival, os leões se comeram. Quando chegou a hora do pega-pra-capar, time do Manco contra o Misto Jabaquara, teve um esquinapo. Mal o time do Manco pisou em campo, a enorme torcida que juntou pra ver o racha se assustou: do outro lado do campo, a policia entrou com tudo, pra valer. Só o Manco entendeu; quis cair fora, mas não deu: foi em cana. Nem teve jogo.
A moçada foi pra delegacia buscar o dono do time, mas não teve arreglo. O delerusca explicou: A gente estava na captura desse manco há muito tempo. Ele é ladrão. Só hoje pudemos ferrar o lalau.
Na prensa, o Manco se entregou, justificando:
- Poxa, como é que eu ia manter o time?

by: Plínio Marcos


domingo, 1 de agosto de 2010

cinema nacional - Besouro o filme..por Dão Carvalho


Um dos filmes nacionais mais impressionantes que assisti nos ultimos tempos com certeza foi "Besouro". Filme que usa como cenário o recôncavo Baiano dos anos 20 e reflete a atmosfera dos capoeiristas descendentes de escravos em meio ao coronelismo da época..
O filme é bem legal, mostra a capoeira em sua mais fiel escência, mestre besouro, mestre de capoeira da época, devido alcançar grandes alturas em seus golpes gera-se com o passar do tempo a lenda que besouro andava no ar..os efeitos especiais são muito bons.
A produção trouxe da China o coreógrafo de ação Hiuen Chiu Ku, responsável pelos efeitos especiais e lutas de "Matrix, “O tigre e o Dragão” e “Kill Bill”. Fora esses detalhes, é uma boa fonte para conhecer os misticismos das manifestações religiosas afro!

Assista trailer do filme..é só clicar no link abaixo
http://tvig.ig.com.br/129094/trailer-besouro---o-filme.htm

Vale a pena conferir rapa..astelavista!

Alto volume! por Dão Carvalho

Domingão trabalhando..ninguem merece!..mais se não for assim quem vai comprar o leitinho das crianças né?
Sendo assim, nada melhor que temperar o expediente com boa musica..segue abaixo uma lista de alguns links da minha trilha sonora de hoje..divitam-se!

gog - Brasil com "p" parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=ByQ1KbtLnNo

Demenos Crime/homens crânios - um, dois drão
http://www.youtube.com/results?search_query=homens+cr%C3%A2nios+um+dois+dr%C3%A3o

Placebo&frank Black - were is my mind
http://www.youtube.com/watch?v=2bu6W3jNU1M

Ben harper - sexual realing
http://www.youtube.com/watch?v=teWzsxITB1s


Marvin gaye - let's get it on
http://www.youtube.com/watch?v=18TLHhhHZCA

Confirmado..! Rage Agaist the Machine no Brasil em outubro . Banda promete show histórico! por Dão carvalho


A organização do festival SWU Music and arts confirmou a participação da banda com sua formação original como atração principal. O evento terá três noites, 9,10 e 11 de outubro, e acontecerá na fazenda Maeda em Itu, interior de São Paulo.
Formado no início dos anos 90, o Rage Against The Machine foi um dos grupos mais importantes da década ao misturar rap com rock e apresentar letras polêmicas de teor político. A banda, que encerrou as atividades em 2000 e se reuniu em 2007, vem ao Brasil com sua formação original: Zack de la Rocha (voz), Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria).
Me lembro da época que andava de skate, da agressividade e influência que causava em mim. Sobre o preço dos ingresso, confesso que fiquei um pouco decepcionado com a ideologia do "rage" quanto ao consumismo desacerbado. pra colar nesse show os fãs terão que desembolsar as quantias entre 190 reais (pista) a 560 reais (área premiun, prox aos palcos) dependendo das possibilidades de cada um. O evento tem mais de 60 atrações, entre elas INCUBUS, PIXIES, CAVALERA CONSPIRACY E LINKIN PARK. Tb é possível adquirir um passaporte para os três dias do festival que variam entre 570 (pista) a 1.680 reais (area premiun, prox. ao palco). Mesmo que seja o ultimo show da minha vida....vou juntar umas merrecas!
Maiores informações sobre o SWU Music and artse sobre locais de venda de ingresso acesse:
http://musica.uol.com.br/ultnot/2010/07/30/rage-against-the-machine-e-confirmado-como-principal-atracao-do-primeiro-dia-do-festival-swu-music-and-arts.jhtm
Vai ser muito f@#$%da!

sexta-feira, 30 de julho de 2010


mais uma brisa de Mark Ryden..


25 anjos

por Dão Carvalho

dancontato@globomail.com

sobredaocarvalho@r7.com

sobredaocarvalho.spaces.live.com

enafaltadoquefalar.blogspot.com



an.jo – s.m. teol. Ente puramente espiritual, dotado de personalidade própria, que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens.



Retomara a consciência naquele momento. Talvez deva ser o cheiro, cheiro de ralo, de coisa podre, talvez isso me tenha feito acordar com o estômago embrulhado,..mas estava dormindo? Não me recordo de ter se deitado..que lugar seria esse meu Deus? Era escuro, dava a impressão de trevas,.ao meu lado não se enxergava nada, e só se podia ter uma noção do lugar olhando pra cima. Uma luz muito pequena no alto me dizia que o lugar era redondo e o fim de sua extensão indicava a saída, aparentemente abandonado, uns vinte e cinco metros de profundidade que pareciam mais. Bati os pés para reconhecer o terreno, havia uma água bem rala no piso de terra, abaixei, molhei minha mão e levei ao nariz para reconhecer seu cheiro, era fedorenta, aparentava urina diluída a enxofre, perturbava o nariz. A única coisa que me passava pela cabeça era a seguinte pergunta: Seria esse o tal “fundo do poço?” Lembrei-me de Denis, um grande amigo, de nossa última conversa, ele estava certo, coberto de razão. Sem certezas nem resposta pra minha pergunta, algo em minha consciência me dizia que o que importava era o agora. Tinha que sair dali, encontrar as pessoas que amo e assumir o que nessa vida a mim havia sido atribuído. Era hora de ter responsabilidade e força, de mostrar pra mim mesmo que podia. Olhei para a luminosidade, lembrei do filme ”poltergueist” e defini,..a melhor saída era seguir a luz. Estiquei meus braços e tateei como um cego sem bengalas as paredes úmidas daquele lugar, não enxergava nada, mas no tato percebi que ia de encontro a insetos, eram baratas! Milhares delas! Escutava estalos a cada passo meu. Ao colocar a mão na tal parede uma delas tomara a superfície do meu corpo, andava com ar de superioridade sobre mim, me mostrando que aquele lugar não era meu, mas dela. Sacudi-me desesperado, odiava baratas. De pronto sentira paúra, mas sabia que deveria transformar aquele exercito blatídeo em pequenos rivais, a batalha seria bem maior que aquilo. Não queria ficar ali,..não podia imaginar em mim qual erro poderia me condenar a tal clausura, ainda mais num lugar daqueles, fedorento, sem a companhia de ninguém, de certo, a solidão e o silencio sempre fora algo que me incomodava. Lembrei-me de Deus, de suas mensagens de força, pedia em consciência a ajuda de algo divino, Jesus, são Judas Tadeu, santo Expedito, santa Edivirges, os com competência para as causas desesperadas. Ou quem sabe, anjos. Nada ouvi. Acho que mesmo que estivessem ali, esperavam algo de mim.

Dei inicio a escalada, com as mãos por entre fendas, busquei apoios para iniciar a subida, afastava com as mãos comunidades amontoadas de baratas sem me dar o direito de sentir nojo delas, eram arqui-rivais e sabia que o duelo seria corpo a corpo.

Dificuldades,..hãn! Encontrava dificuldades. Não era todos os lugares do circulo que me possibilitava subir, investia em um dos lados, me agarrava a parede como um personagem aracnídeo dos quadrinhos,..escorreguei e voltei ao fundo. Gritei,..chorei..mas ninguém ouvira meu pranto. Ouvia agora vozes,.seriam transeuntes ou alguém disposto a ajudar? Chutei ao chão uma corda, uma corda neste momento seria muito útil, mas sem alguém para me puxar ou amarrá-la não adiantava nada. Resolvi não contar com ajudas externas, o problema era meu, tateei agora a outra parte do diâmetro, havia fendas e tijolos sobressalentes na construção, retomei a subida. Percebi que avançara bem, esta segunda tentativa se mostrava mais firme, mais segura. Mesmo assim parecia difícil. Minha força de vontade fazia com que acreditasse que entre o custoso e o impossível existia um espaço enorme. As baratas agora tomavam todo o meu corpo, exploravam todas as entradas e saídas de minha roupa, passeavam pela minha pele como vias de trafego, paravam, voltavam a andar, parece que percebiam o que estava acontecendo, que me saía bem, e nessa hora pareciam querer ter dentes, querer consumir meu corpo antes que chegasse a tona. Provocavam-me,..minhas mãos estavam ocupadas, faziam questão de andar por cima de minha boca, vasculhar os buracos do meu nariz, meus olhos, na verdade, queriam tirar minha concentração. Ouvi novamente vozes e olhei pra cima. Vi pessoas,..é, pessoas, rodeadas em torno do fim, eram muitas,..umas vinte e cinco. Todas elas sorriam. Pedi ajuda, todos arregalaram os olhos e continuaram sorrindo. Mas não fizeram nada. Concentrei-me na empreitada e continuei subindo, pode não parecer, mas as baratas atrapalhavam muito. Escutei agora um guisado, não vi, mas senti a presença de um animal sorrateiro, saía de uma das fendas que me apoiava,. Ao que tudo indica, fazia dali sua morada, e fazer com que eu desistisse, sua profissão. Não me restava saída a não ser me aproximar e avançar, faltava-me pouco, arrastou-se para perto do meu rosto e então a encarei,.era uma serpente, parecia querer me colocar medo, queria que a respeitasse. Ouvi mais guizos, uns vinte e cinco. A principal, sorria e tentava me hipnotizar. Pensei em ser corajoso mas aquelas vozes agora me eram nítidas,..diziam:

- Continue,..acredite..

É verdade,.nessa hora, a determinação seria mais importante que a coragem...ouvi novamente:

- Vamos rapaz!..está quase no fim!

Passei batido pela miserável e percebi que a margem estava próxima. Não fui picado, ela não queria me matar, não tinha tal poder..queria que morresse sozinho, por desistência. Estava orgulhoso de mim mesmo, já sentia o oxigênio “meio limpo” do lado de fora, um tumulto, uma ladainha..escorreguei o pé de apoio, distraí e acabei perdendo o foco,..me segurei por reflexo pelas bordas do fim. Naquele momento, percebi que aquele não era o fim e sim o começo. Cansado, me apoiei pelas axilas na mureta de saída, levantei a cabeça, em volta, muitas pessoas vestidas de branco, umas vinte e cinco, de mãos dadas e sorrindo formavam um circulo em volta de mim. Um deles, com aspecto de líder disse:

- Parabéns, mostrara força e determinação,..mereces a vida!

Os reconheci mesmo sem nunca tê-los visto, eram Gabriel, Azazel, Miguel, Ariel, Ielaiah, Micael, Eleniah, Azaliah, Nanael, Mumiah, Haziel, Caliel, Lecabel, Nebahel, Reiel, Sitael, Menael, Poiel, Umabel, Rochel, Jeliel, Hariel, Nitael, Eloah e Daniel. Diziam terem sido mandados por Deus.

Eram vinte e cinco anjos!



OQUE FAZER DE MIM E DOS OUTROS
por Emy Maruyama



Agonia intensa
de explodir a cabeça

As juntas estão duras
não consigo nem me contorcer...

Minhas extremidades não alcançam
lugar nenhum!

Em um olhar a flechada
Chaga de animais
Palavras mortais...

Bicho homem!

Somos atrozes
Sem dó
nos alimentamos
pouco a pouco....

Somos vampiros!..

O mundo psicodélico de Mark Ryden..!


Conheci Mark Ryden a uns cinco anos atrás numa revista de tatoo de um camarada meu, me lembro que enquanto foleava a revista involutariamente fui surpreendido por uma série de desenhos alucinantes, esquisitos e um tanto quanto curiosos. Comentei com o parceiro sobre o artista que disse já conhecer o maluco. Mark Ryden mora em Los Angeles na California..é um tanto jovem mais seus trabalhos circulam por todo o mundo e são facilmente encontrado no São Francisco Art Museun. o "enafaltadoquefalar.blogspot.com" estará ilustrando suas páginas entre uma história e outra com desenhos de Mark Ryden..No mais, eu não sei onde ele tá com a cabeça, mas seus desenhos nos fazem querer entender o que se passa em sua imaginação. Na minha opinião ele é pirado da cachola!

Estes são alguns dos quadros do norte-americano Mark Ryden. Um dos mais respeitados artistas plásticos underground de todos os tempos.
Respeitado porque suas obras além de incomuns, fazem do artista o ícone do Pop e o Surreal.

Com sofisticação, consegue expressar no mesmo plano a inocência das 'história do imaginário infantil' com o religioso, o sinistro, bizarro, amável e grotesco: brinquedos, mundo encantado, rostos redondos angelicais, animais encantadores com muita doçura, junto com carne, símbolos alquimistas, sangue, demônios, Jesus Cristo e delírio
total, fazem parte da mente do desenhista com intuito espantar tais idéias que nos deixam encabulados.

E não é atoa que Ryden foi convidado por algumas bandas a criar trabalhos gráficos em seus discos. Uma delas é a capa do Album "On Hot Minute", do Red Hot Chilli Peppers (1995).
Das obras de Ryden, foi usado um quadro pela banda épica Screaming Trees, no disco "Uncle Anesthesia" (1991) entre outros.

fonte: site outrocanal link: mark ryden
Por Dão Carvalho

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tijolos a mostra

por Emy Maruyama



Casas brancas são todas iguais

Sem nada pra contar...

Construídas por mãos alheias

Por quem nem conheciam

Quase nada....


Já casinhas com tijolos à mostra!

mostra a força de braços amigos!..

tijolo por tijolo...

cimento grudado até ao cabelo!!!..


Assim se forma uma casa de verdade

Que conta a Verdade do Povo

Ombros fortes

Amigos fortes

Família forte..


No terraço um churrasco bem gostoso

com roda de samba

Onde ninguém é santa

Mas respeito é um longo e permanente convidado da festa.

Contemplados por essa alegria

sambam e sambam

quero entrar na roda!!

moradora da Zona Leste

voltarei pro Nordeste...


Minha família tá lá....

E não agüento mais esse governo

Querendo invadir nosso terreno.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trianon
Peu Ramos
peu_ramos@yahoo.com.br

Na minha infância, morando num kit net próximo ao parque Trianon, sendo o caçula de cinco irmãos, muitas vezes nos dias de puro tédio sem ter nada pra fazer, ficávamos sentados nas escadas falando besteiras, eu como mais novo, nunca era levado a sério. Mas todos riam quando eu começava a falar, apenas meu irmão mais velho ficava vermelho quando eu me divertia e sorrindo dizia que ia vender meu corpo, do mesmo modo que nossos ilustres vizinhos faziam. Ele chegava a ficar bravo e me dava “cascudos” mandando eu calar a boca.

Por vezes eu me sentia inútil em ver a dificuldade que passávamos e por ser menor, não podia fazer nada, não consigo explicar a sensação agridoce de vida que sentia cair pela garoa paulistana. Tentei juntar latinhas para vender, mas por ser franzino, acabava apanhando e sendo roubado por outros meninos quase todos os dias. Meu irmão do meio, às vezes tentava me ajudar correndo atrás dos moleques, mas isso me deixava ainda pior, parecia que a vida não era minha e que sempre alguém tinha que me defender.

Chegava da escola ao cair da noite, por volta das 19h00, e ficava esperando a minha mãe preparar a janta. Não gostava muito de televisão, preferia ficar observando -da janela da sala- o movimento no parque Trianon. Quanto mais escuro ficava o movimento do transito na avenida paulista diminuía, mas ao redor do Trianon não, lá ele só aumentava. Eram mulheres casadas, novas, de idade avançada, homens e tudo mais que se pode imaginar. Era um inexplicável entra-e-sai de carros que eu nem bem entendia direito, mas imaginava o que se passava.

Certo dia, na esquina do parque conheci Manuel, que apesar do nome português era paraibano. Ele era o michê mais fuleiro entre os nossos vizinhos. De tanto encará-lo, inesperadamente ele veio em minha direção disse:

- Aí garoto, me arruma um cigarro?

Mesmo tendo a certeza de que eu não fumava, entretanto, depois de ouvir a pergunta, comecei a considerar a idéia. Minhas pernas tremeram, pois meus irmãos sempre disseram que esse tipo de gente não presta e que se um dia me vissem trocando idéia com um deles, iam me arrebentar, mas minha curiosidade falou mais alto e perguntei:

- Como é seu verdadeiro nome?

Ele me olhou fixo nos olhos e depois desviou o olhar para um carro que passava em baixa velocidade, tentava enxergar quem estava dirigindo, mas a película escura nos vidros o impediu.

- A troco de que quer saber meu nome? –ele perguntou desconfiado e apoiando a mão direita no portão do parque.

- Então, por que seu braço direito esta cheio de cicatrizes? – perguntei, novamente.

Aquele não era um bom horário pra mim e meu irmão já estava para chegar, se me visse ali, com certeza o chicote ia estralar

- Porque viver da noite não é fácil e manter o ponto aqui é perigoso, você sempre tem que sair na mão com uns vagabundos que querem o seu lugar no negócio, e foi em uma dessas brigas que ganhei as cicatrizes. – ele respondeu

- É ruim ser michê, comer mulheres e homens, já de idade não deve ser fácil, ou é?

Manuel gastou alguns preciosos segundos me encarando firmemente nos olhos. Eu tinha absoluta certeza de que aqueles segundos custariam muito caro, já que a poucos metros dali um carro estava parado e já outros haviam passado em marcha lenta e só não pararam porque ele estava falando comigo. Sua camiseta branca não disfarçava a pele arrepiada pelo frio que fazia e seu boné preto já tinha gotas da garoa em sua aba. Seus músculos estavam atrofiados devido ao uso constante de anabolizantes e seus dentes amarelados pela nicotina. Ele resmungou baixinho, ainda pensando em qual resposta me dar, e puxou o boné para trás, deixando aparecer as espinhas na testa, levou a mão direita em cima do saco apertando para mostrar o volume do penes, com olhar fixo no carro que vinha lentamente em nossa direção.

- Vai se fuder, moleque!

Transex
por Dão Carvalho
dan-groove@hotmail.com
sobredaocarvalho@r7.com
sobredaocarvalho.spaces.live.com




― Nóis transex sofremos preconceito demais moço..a gente já num guenta mais tanta humilhação, esses desgraçados vem aqui, xinga, qué passa a mão de graça, esculhamba com a gente e o senhor qué que a gente faça o quê?
― Mas também num precisava fazer isso né. Foi você?
― Eu moço?..eu nem tava aqui! Vim correndo quando vi a Michely gritando..
― Num precisava, num precisava..- dizia Michely - esse demônio tá já é hora enchendo o saco da gente seu policial, já dei cinco cigarro pra ele, ele já mostrô as parte de baixo três vezes pra mim..
― Foi quem então? Indaga um dos policiais.
Todas ficam em silêncio exercendo o código de ética usado por elas na madrugada
― Vô fazer o seguinte então, vô chamar outra viatura e vô levá todo mundo pro distrito.
― Todo mundo não..!.- desabafa Michely - caraio..sifudê! Tô trabalhando porra! Já passei duas noite dessa semana no xilindró por causa daquele bêbado da rua Augusta..pro 2ºdp eu num volto.
― Então..quem fez isso com o rapaz? Perguntou novamente o milico.
Lorena já disfarçava com Steffany na esquina da Haddoc Lobo e em seguida desceram para Augusta pela Antônio Carlos..
Íris continuava andando de lá pra cá..feito barata tonta reclamando:
― Só porque a gente é travesti, deve ser por isso meu Deus..
O policial investiu novamente..
― Hô filha!..quero dizêr,..moça! Quem fez isso com a vítima? Foram vocês?
― Mais moço...o senhor queria que a gente fizesse o quê? Ele tava perturbando todo mundo aqui..pode perguntar pra Cici..Num foi Cici?
Cici balançou a cabeça em sinal de positivo.
― Foi uma só ou foram todas juntas?
Todas permaneceram em silêncio..menos Íris que não parava de reclamar.
O dia já estava amanhecendo e enquanto a abordagem não terminava pessoas passavam voltando da balada..viam o furdúncio e aproveitavam para zombar..
― Olha os traveco vestido de policia..Tá quanto o programa? Hahaha!
Carolyne no quétinho foi raspando o gato, Íris tirou um sal de frutas da bolsa e enfiou na boca a seco...misturou com a saliva e em cinco minutos estava espumando pela boca..Bruna e Brenda fingiram socorrê-la, diziam que ela dava esses ataques de epilepsia toda vez que ficava nervosa..gritavam..
― Caraio Íris...acorda porra..! Meu Deus do céu..minha amiga tá tendo um ataque! Tá vendo aí seu moço..ela tem problema..
Na intenção de amenizar o trabalho o soldado murmura:
― Some com sua amiga daqui..rápido vai..
Bruna e Brenda levantaram Íris com todas suas forças, mas após uns três ou quatro metros Íris já corria com suas próprias pernas..eram todas treinadas em situações de perigo.
Um dos soldados olha pra todos os lados e em meio a zé povinho e dia amanhecendo percebem que já não há nenhuma das transexuais ali..
― Porra Macedo!...o que eu faço agora caralho?
― Bate um radio pro tenente!
Soldado Dias caminha até o radio na viatura e da sinal a base..
― QAP OPERANTE, soldado Dias no QRU nas imediações da Haddoc Lobo tenente..
― QAP prossiga soldado..
― Tenente estamos num QRU onde houve vítima que sofreu agressão por parte de transexuais que trabalham nas imediações da rua Haddoc Lobo mas todas elas conseguiram se evadir senhor, de que forma devo proceder tenente?
― Porra soldado..são seis hora da manhã caralho..se qué que eu faça o quê? Libera a vitima porra! se ele quiser vai pro distrito e faz um boletim de ocorrência.
― Positivo tenente..
Dias andou em direção a Macedo dizendo:
― Vamos ter que liberar a vitima Macedo..vai..eu desamarro os braços e procuro as roupas..você arranca esse vibrador do rabo dele e pergunta se ele quer fazer um B.O..
― Caralho!..eu fico sempre com a pior parte!

Numa noite fria..

por Peu ramos

peu_ramos@yahoo.com


Centro de São Paulo, cracolândia, uma esquina, calçada fria..

Um senhor com mais de setenta anos e movimentos lentos, tentando pular por cima de uma mulher deitada no chão com seu bebê ao lado, mais ao canto -encostado no muro úmido- uma senhora sentada teve uma das pernas amputada. Um garoto deitado entre jornais velhos e sacos plásticos que fazia hora de cobertor, hora de colchão. Sem olhar para os lados ele levanta muito rápido e caminha em direção ao asfalto, abaixa perto da guia e pega uma moeda de um real caída na água. A moeda estava a poucos centímetros da lata que ficava ao lado da mãe com seu bebê sujo e apenas com um pano imundo servindo de fralda. Ali –na lata- é onde as pessoas depositavam o valor de sua compaixão. A senhora sem a perna também não enxergava, mesmo assim parecia tentar observar o que acontecia ao seu redor. O senhor acabou sentando na guia e o garoto voltou e jogou um papelão em cima do irmão mais novo. Que frio insuportável! Que garoa chata!!! E aquele papelão frio e úmido não esquentava nada, pelo menos.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma volta, para uma marca!

por Erik Ops!


Poxa seis da manha a insonia pegou, trouxe lembranças daquela tarde muito louca mas ainda fica um vazio, fica a historia sem fim, estava eu, Barão e o Isaac loucos pra andar de bicicleta, eu havia lembrado que o Isaac nem podia sair de casa, mas poxa o moleque tinha ganhado a bike, e nem ia conhecer a brisa do vento, o poder da liberdade .hamei ele pra dar uma volta:

- Ai chapa, tranqüilo?

- To vendo que você ta com uma bicicleta da hora e eu vô lá pra cima dar uma volta, vamo ai? Se pá o Barão vai também.

Então o Barão olha pra mim e diz:

- Pô mano vamos andando, tá foda a rua hoje.. sei lá, vai que acontece alguma coisa...

Ri muito e em seguida o Isaac me solta:

- Larga a mão de ser bundão, Barão ... - rimos muito.

Decidimos então ir de bicicleta la pra cima, eu ia mesmo so comprar besteira, por q na verdade eu queria mesmo era andar de bicileta na rua, estava cansado de ficar so naquele espaço do prédio.

Na hora de sair, eu perguntei:

- Todos com freio bom ?

-huuuuu huuuu

Ninguém me respondeu, e eu disse:

- Isso ai mano vamos que vamos!!!

Eu achava o máximo andar de bicicleta na rua, então por um tempo me veio a vontade de fechar os olhos e sentir a sensação de voar, e todos ali a minha volta acharam isso uma idiotisse ate você que esta lendo também achou isso né...

Mas enfim sempre acontece bosta nessas horas, e na brisa que eu estava ouvi um grito:

- Cuidado garoto!!

Porra mano apertei o freio com tudo .. estávamos no meio do caminho ainda, eu so queria completar o percurso mas quando olhei pra traz o Isaac no chão, o Barão com a mão na cabeça e me gritando:

- Mano eu disse.. você é foda mano ... e agora?

Eu fiz o retorno voltei .. vi o Isaac e disse:

- E ai mano .. quebro alguma coisa ?

Depois de uma simples mexida na boca me lança:

- Porra levei o maior susto mas só ralei o joelho, vamos embora

Parada sinistra, enquanto eu queria voar outros queriam morrer logo de prima, mundo louco esse...Se eu tivesse ouvido o Barão o Isaac nem teria uma historia pra contar hoje.

Férias d'escola
Por: Dão Carvalho
dan-groove@hotmail.com
sobredaocarvalho@r7.com
sobredaocarvalho.spaces.live.com


Dei um nó no saquinho do gelinho..estourei..olhei pro céu como um monitor de voô..
O araújo flutuava lentamente num vento pós chuva..de certo, o vento tinha estourado a linha - que fosse dez..que fosse corrente - e o pipa já não tinha mais dono..coloquei a lata de azeite com dois carretéis dos grande encaixada embaixo do suvaco dando início a corrida..o vento levava o pipa em direção ao morro, pra trás do campo. Corri em direção ao campo e agora o araujo amarelo de orelhinhas roxas flutuava como se desse sinal de aterrizagem...a correia do meu havaiana's estourou..ranquei as chinelas dos pés e os coloquei nos antebraços por entre a borracha..esbaforido gritei.. -ninguem cóla hein...o baguio tá na mão! os moleques rodeavam o campo levantando poeira, levantando um talco vermelho que só os campos de várzea tem..gritavam o mesmo que eu..Enquanto gritavam pude ver a uns dez metros da roda a linha que arrastava pelo chão..me desloquei do centro em direção da linha..agarrei..puxei..Celinho grudou a rabiola dizendo...- Tá na mão!..Eu ja puxara a linha sinalizando a todos que havia sido mais rápido..
-Caraio Quincas..joga na mão pra mim soltá? - disse Celinho
-Não! comentei rispidamente com um sorrizinho no canto da boca já desembaraçando a rabiola da linha..
O Gordinho veio correndo dizendo..
- É pra coleção Quincas?
Sorri..tirei 2 cruzeiros do bolso da bermuda dizendo pro Gordinho..
-Busca dois gelinho na dona Dita...o meu é de goiaba hein!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Festa na favela

por Erick ops!

La estava mais uma noite chapado das idéia o nego negracha, adorava uma farra, mas na favela sempre tem gente na rua de barro ate criança descalça com o nariz correndo se torna assustador pra quem não tem costume de andar pelas vielas frias, mas o Nego Negracha em plena Quarta-feira queria ação tava louco com direito a tudo de maconha ate o acido. Os comparsa dele o Cascão e o Tureca estava acompanhando e sabia bem de uma festa que ia rolar do outro lado da favela era festa da Joana Dark, uma mina que já satisfez muitos marmanjo e que havia encontrado um alguem especial. Ao entardecer e sabendo da festa o Nego Negracha fala com seus parceiros:

- To loco hoje hein molecote, e quero mais.

Um dos comparsa fala sobre uma festa...

- Então esta logo rolando uma festa daquela mina que nós três comemos outro dia ai .. a Dada lembra dela Nego?

E o nego diz:

- Caralho que Dada que é essa ?

Os dois comparsa dele riram, pois estavam loucos também e reponderam
- A Joana Dark, pô tu tava louco mesmo hein ...

E o Nego Negracha reforçou :

- Quero ver eu mesmo sóbrio um dia.

Eles se abraçaram, mandaram mais uma carreirinha de cocaína, acenderam um cigarrinho da paz, e saíram cantando rumo a casa da Joana. E na casa da Joana o churrasco comendo solto, toda a família reunida, era uma festa só para parentes, ali se realizava a festa de noivado da Joana com um outro cara pouco conhecido da favela de codinome Alcatraz, e na chegada do Nego Negracha a festa, ele já foi entrando e disse o seguinte para Joana:Caralho um puta churrasco e você nem convida nóis porra. Só esse pé de breque e a sua família.

O Alcatraz nem disse nada viu que ele estava louco de mais e que ele era dedo mole, sabia da sua fama e pediu para sou sogro conversar com o Nego Negracha e pedir pra ele sair, pois era uma festa de família e não queria confusão. Então seu sogro foi até o Nego Negracha com um prato de carne e umas bebidas e disse:

- Trouxe pra você, ir embora com seus amigos pois aqui é uma festa de família e minha filha esta noivando.

Na hora ele riu da cara do velho, e o olhou nos olhos, o Nego Negracha logo puxou a arma da cintura.

É o seguinte veio do caralho, eu vô ficar e vô curtir essa porra entendeu ?

Nisso o Alcatraz todo franzido veio com calma querendo que o Nego Negracha guardasse a arma e se ele não fosse embora a coisa ia ficar preta pois era o noivado dele com Joana. Nego Negracha e seus comparsas riram muito e logo lançou o seguinte:tu não ta vendo meu trabuco caralho eu mando você falar com Deus rapidinho o tiquinho ... e rio da cara do Albatroz.

Albatroz abaixou a cabeça puxou a faca do prato de carne deu uma facada bem na garganta do Nego Negracha, onde foi parar no chão na hora. Ele pegou a arma e disse para os outros dois amigos dele

- Vaza meu irmão.

Albatroz todo franzido e pouco conhecido, tinha acabado de entrar para o departamento de policia, sem muitas delongas disse que iria dar uma volta para esfriar a cabeça, parou no primeiro orelhão ligou pra delegacia explicou o caso, passou na casa dele pegou o uniforme e foi depor, chegando lá explicou tudo o que havia acontecido. E nisso todos os policiais riram, falando que ele tinha perdido o cabaço, e que o Nego Negracha era procurado por muitos e que ele apena tinha tirado um peso. E que eles ainda vão atras dos companheiros do finado Nego Negracha.

Ele olha a sua volta todos se afastando dele rindo e ele diz bem baixo:

- Puta que pariu, onde me meti.

fox..

por Randerson Testi


- Nossa, acho que é esse o quarto!

- Vamos, apague a luz.

Subitamente, Ana apagou a luz e foi tirando a roupa. Já o Tadeu foi direto no banheiro e ligou a hidromassagem.

Ana começa a se despir.

Tadeu olha através da porta do banheiro as curvas de Ana, começa a sentir tesão e a masturbar.

Ana percebe o seu parceiro, e calmamente vai tirando a calça. Estava com uma blusa azul, a cor do sutiã não combinava com a cor da sua calcinha.

Tadeu tira logo sua roupa, e vai para a cama. Ana percebendo a sua ansiedade, diz:

- Calma! Diz a ele pra pedir uma pizza e um cigarro, enquanto ela vai se banhar.

Tadeu atende o pedido de Ana. Ana deixa a porta do banheiro entre-aberta e lentamente começa a tirar o sutiã. Seus seios rosados mostram a garota jovem de dezessete anos. Coloca o pé direito na hidromassagem e em seguida poe a esquerda.

Deitado ainda começa a ver os canais eróticos disponíveis. Baixa a luz vermelha do quarto e coloca um som ambiente “Jimy Borone – I Get me Hot”.

Ana gosta da música e começa a dançar na hidrô. Pega o sabonete e passa lentamente ao corpo, deixa cair de propósito, afim de saber se Tadeu lhe observa. Baixa-se para pegar e aproveita tira lentamente a calcinha.

Tadeu observa, vai até a mesinha, prepara umtiro”. Toca a campanhia, a pizza e o cigarro, é deixado na porta, ele abre e pega os dois. Ana pega a toalha e observa que Tadeu deixou uma bolsa entre-aberta perto da pia, rapidamente vê uma arma calibre trinta e oito carregada, assustada se enxuga, e vai direto pra cama.

Ele em pé, diz:

- A raiva é o maior barato, é visceral, é verdadeira e pura. Não há nada melhor do que você ver um corpo se contorcendo perante a sua face ao medo. Medo de morrer.

Pega o cigarro, acende e pede pra ela dançar pra ele. Começa a tocar: “The End – Door's”. Enquanto ela vai mostrando as suas curvas, Tadeu dá umtiro”,

- Vem aqui sua puta.

- Não sou puta.

Ele da um tapa em seu rosto:

- Regra nº 1 – Silêncio. Regra nº 2 – Só eu falo.

Ana assustada põe a calcinha, pega o edredom e deita.

Tadeu vai até o banheiro pe Me chupa.

Ela recusa.

Ele pega pelos cabelos e com força a obriga a chupar. Friamente ela começa a chupar as bolas e em seguida coloca a camisinha.

Empurra com força e obriga a dançar segundo a batida da música.

Ela em pé, em cima da cama, começa a dançar e ele oferece um pedaço da pizza. Ela aceita e começa a passar o pedaço pelo corpo, ele senta novamente na cadeira em frente a cama. Coloca a arma ao lado. Vai pra cima da Ana. Acerta um soco em seu rosto. Esta cai e desmaia.

Ele a coloca sentada na cadeira, amarra-a e venda-a.

Acorda ela jogando água em seu rosto. Ela começa a gritar. Ele tira lentamente a sua calcinha e com a própria amordaça ela. Pega a arma e aumenta o som. Dança em cima da cama, fica em frente a Ana e Começa a deslizar a arma pelos seus seios, vai descendo até a barriga, ele fica de joelhos, reza um Pai-Nosso, abre as duas pernas dela enfia a arma na vagina de Ana e da um tiro.


O dia não era de Romulo!
Por:
Dão carvalho
oficinasmh@yahoo.com.br


Parou inesperadamente o eco sport preto de vidros filmados..a esquina era a da Brigadeiro com a Jaceguai, nos entornos do imperio Silvio Santos...baixou o vidro do passageiro surpreendendo Romulo.
-..A Consolação filho..como chego na Consolação? A senhora do carro não fez questão ao menos de sair de tras de seus oculos escuros de grife.
-A Consolação senhora?...a senhora entrou errado, tinha que ter pego o viaduto, sentido centro, - disse Romulo simpaticamente - tente contornar o quarteirão, sair na brigadeiro denovo e pegar o viaduto. O vidro filmado começou a subir...desceu novamente o vidro..
- E só pegar o viaduto? perguntou a senhora.
- É,..pega e vai direto..
O vidro começoua subir e Romulo zangou-se.
- Porra madame, a senhora quer a informação ou está com medo de ser roubada?
A senhora fez cara de indiferente e nada falou, baixou o vidro mais um palmo e repetiu o dito..
- Contorno o quarteirão e pego o viaduto? subiu o vidro uns cinco centimetros...claro sem dizer obrigado.
- Quer saber senhora....Vá a merda! esbaforiu Romulo. Policiais da base da PM em frente o teatro imprensa perceberam a agitação e chegaram de armas na mão.
- Deita no chão garoto!
Romulo deitou-se de bruços..
- Mas é qui...!
Deita no chão e fica quieto! falando pelos cotovelos só vai se complicar mais.
Um grupo de zé povinho agora rodeavam Romulo deitado ao chão como se fosse a atração do dia..
- O que aconteceu senhora? perguntou o milico.
- Fui falar educadamente com ele, pedir uma informação e ele ficou todo nervosinho...todo descontrolado..
- É isso mesmo rapaz?
- Tava dando a informação pra ela senhor e ela..
- Cala a boca! - disse o policial, - que informação senhora?
- A consolação...preciso chegar na consolação!
- Mas a senhora entrou errado...tinha que ter pego o viaduto senhora..tenta contornar o quarteirão e pegar o viaduto direto!
- Agora entendi sr. policial..obrigado e bom dia!
- Por nada senhora, comentou o policial olhando para Romulo e dizendo: ..e você fica quietinho ai seu ladrãozinho de merda..já, já a gente conversa!